A Modernidade Transformadora de um Belo Horizonte

Marcado por transformações profundas e aceleradas, o período que compreende o último quartel do século XIX, até aproximadamente a década de 1920, pode ser considerado como o momento fundador de uma nova sociedade capitalista, urbana e industrial no Brasil. Em 1888 foi abolida a escravidão e em 1889 foi proclamada a República, instaurando-se assim um novo contexto econômico e político.

Passou-se, então, a cogitar a criação de uma nova capital mineira, símbolo do novo arranjo político e das novas forças econômicas. Do ponto de vista do discurso das elites, houve uma justaposição entre o antigo e o moderno, através da apropriação do passado colonial, transformando em berço da nação republicana, santuário da Inconfidência Mineira, e da construção de perspectiva de futuro, a Nova Capital, convertida em síntese do Estado-Nação. No entanto, o plano urbanístico da sede administrativa não poderia trazer os sinais do velho, como o arruamento irregular e as condições de saneamento das cidades coloniais, devendo incorporar os mais modernos preceitos sanitários e higiênicos, saberes jurídicos e médicos na construção de um novo horizonte.

Fonte: “Saneamento básico em Belo Horizonte: Trajetória em 100 anos” Fundação João Pinheiro

 

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